Neuromarketing: entenda como o cérebro funciona e saiba como atrair mais clientes

 

Neuromarketing é um campo de estudo recente que une o marketing à neurociência para compreender o comportamento do consumidor, com base nas informações processadas pelo cérebro que influenciam diretamente a tomada de decisão e identificação com determinado produto ou serviço. 

O que te atrai na embalagem daquele produto que você compra todo mês? Por que alguns tipos de propagandas te emocionam mais do que outras? Qual abordagem mais desperta seu interesse no momento de adquirir algo? O neuromarketing explica essas e muitas outras questões.

Cada vez mais as empresas compreendem que construir uma marca é mais uma arte do que uma ciência. Para alcançar o sucesso e serem bem recebidas pelo consumidor, as empresas têm investido na combinação de ambas as estratégias no momento de criar campanhas publicitárias atrativas e emocionantes. As decisões não são tão racionais quanto imaginamos. 

Com a ajuda na neurociência, o neuromarketing busca compreender a jornada do consumidor, tendo como base as informações processadas pelo cérebro. O estudo analisa como as empresas podem construir e adaptar suas estratégias para influenciar os clientes em um nível psicológico.

A relação da neurociência com o marketing

O termo surgiu no início dos anos 90, nos estudos de Gerry Zaltman, da Universidade de Harvard. Um ano depois, a Coca-Cola contratou laboratórios de universidades dos Estados Unidos para analisar as propagandas e anúncios realizados.

O neuromarketing nada mais é do que aplicar as tecnologias da neurociência para fins do marketing. Através da aplicação de tomografia cerebral, as reações geradas no cérebro humano, quando recebem determinados estímulos, são estudadas. A dilatação da pupila, a resposta muscular e a temperatura da pele são algumas das características que dizem muito sobre o consumidor. 

Aliar-se à ciência para compreender o funcionamento do cérebro, e otimizar os anúncios e estratégias de comunicação de uma empresa é fundamental. Visando que: 

  • 90% das decisões de compra são feitas inconscientemente.
  • O ser humano processa recursos visuais 60 mil vezes mais rápido do que o texto. 

Por que o neuromarketing é tão importante? A resposta é simples: porque, com a ajuda das tecnologias da neurociência, é possível identificar os estímulos que acionam cada uma das partes do cérebro.

O funcionamento do cérebro e suas diferentes receptividades

Já ouviu falar na Teoria do Cérebro Trino, criada pelo neurocirurgião Paulo MacLean? Segundo o especialista, nosso cérebro é dividido em três partes: 

  • Cérebro Reptiliano 

Conhecido também como instintivo, essa é a parte que comanda os reflexos relacionados às emoções primitivas: instinto de sobrevivência, fome, sono e segurança. 

  • Cérebro Límbico 

O segundo nível cerebral é responsável por controlar as emoções mais complexas e também os 5 sentidos. O hipocampo, região responsável pela memória, se localiza aqui. Essa parte do cérebro armazena um grande número de informações. 

  • Neocórtex 

Essa é a região que difere os seres humanos dos animais. Os lobos cerebrais controlam as intenções sociais e fornecem a capacidade de pensar de maneira racional e abstrata. A criatividade também é comandada pela estrutura.

Da teoria à prática - exemplo real 

Após uma pesquisa realizada para a Campbell’s, a famosa marca norte-americana que produz sopas em lata, a empresa decidiu mudar sua embalagem. O estudo, norteado pela neurociência, avaliou as respostas corporais dos consumidores ao terem contato com a marca. 

Entender o porquê das pessoas sentirem conforto quando pensam em sopa em casa, mas não no mercado na hora da compra, era o objetivo principal do estudo. Os resultados mostraram que a marca precisava fazer alterações na embalagem, já que os clientes respondem mais positivamente a pacotes e recipientes foscos do que à texturas brilhantes. 

A adição de fumaça - já que as pessoas preferem sopas quentes -, a redução do logo e a eliminação da coleção - elemento identificado como indiferente -  e a mudança do prato por um bowl foram as principais mudanças na embalagem da marca. 

 

(Fonte: Resultados Digitais)

 

Vale esclarecer que neuromarketing não é persuasão com manipulação.
O objetivo do termo não é entender o funcionamento cerebral para desenvolver campanhas que aumentem as vendas de um produto ou serviço, mas sim usufruir de um conjunto de estratégias que busca agregar valor aos artigos e à relação entre consumidor e empresa. 

https://giphy.com/gifs/MCZ39lz83o5lC (o gif será inserido no blog) 

O termo, que utiliza a neurociência para compreender os usuários e fazê-los entender a relevância que determinado objeto ou função pode ter, sem dúvidas é uma grande ferramenta estratégica. Mas, se sua empresa optar pelo investimento, tenha certeza de que está agindo pelos motivos corretos! 

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